Sonhos
Dezembro 29th, 2011 § Deixe um Comentário
Apartamentos sem móveis, colchões espalhados pelo chão, as velhas – e quentes – mantas vermelhas, felpudas. Quem dormia a meu lado, dessa vez, tinha rosto. Tinha febre. A cor de rosa brilhava junto a um sorriso alegre. Mesmo com febre, ele estava feliz. Magoado, mas feliz. Deitamos no meio da sala e nos cobrimos, quietos, tentando esquecer alguma coisa que o havia feito pegar o primeiro avião para meu mundo rubro de frio.
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Eu me defendia. Afirmava ser uma boa pessoa. Eu e meu namorado maluco éramos boas pessoas. Ele dizia que não, que não, que não.
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Rituais de magia negra, um filme de terror. Eu só queria um chapéu de praia.
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Acordei nervosa. Normalmente, a essa hora, voltaria a dormir. Mas tenho dormido demais.